Ama, bebe e cala.
E fere todas as vontades.
Arranha o sentimento, cravando as unhas fundo, até sangrar.
Bebe teu sangue junto com tuas lágrimas e não se enalteça!
Cala por todas as vezes que a ausência permaneceu
E ama a cada segundo de migalhas, a cada passo dado sob o mesmo chão.
Dê a mão à sua solidão, apenas
Além dela, ninguém lhe seguirá
Feche os punhos, tranque a porta
Entre e beba seu cálice.
Os cortes saram.
O mais, é nada.
Referência:
"Circunda-te de rosas. Ama, bebe e cala. O mais é nada." Fernando Pessoa
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Sonhos e cigarros. Letras e sorrisos.
Um livro, um cigarro e sorrisos no rosto.
Trechos recitados em voz alta, pra compartilhar a genialidade de quem escreveu palavras tão simples, tão coesas e tão impactantes. Fumaças compartilhadas, pra compartilhar o mesmo ar. O mesmo chão, as mesmas sensações, a mesma quietude.
As portas frias e os desejos incontidos que pairavam pelo ar... As conversas simples, filosóficas, os interesses e planos compartilhados diante de uma mesa cheia de livros e papéis. Palavras, frases, períodos soltos, sendo levados junto com a fumaça dos cigarros de bale, dançado, tomando formas.
Tudo despertava interesse. Ela escrevia pra ele, e ele lia para ela. A escrita cria laços e a curiosidade faz com eles se tornem cada vez mais fortes. Compartilhar textos é como compartilhar uma parte de você: da sua mente, da sua alma... Talvez seja por isso que escrever se torna tão envolvente: a escrita seduz. E conquista, muitas vezes.
Passavam dias assim. Na parte de cima da casa, entre as conversas mais elaboradas e as tolices daqueles dois jovens que ousam saber. E a cada descoberta, uma fascinação,a cada fascinação, novos sonhos criados.
-Quero ir à Paris, à Cuba, ao Chile!
-Quero terminar meu livro! Você será a primeira pessoas a lê-lo!
E assim seguia aquelas vidas apaixonadas: Sonhos, cigarros, letras e sorrisos.
Trechos recitados em voz alta, pra compartilhar a genialidade de quem escreveu palavras tão simples, tão coesas e tão impactantes. Fumaças compartilhadas, pra compartilhar o mesmo ar. O mesmo chão, as mesmas sensações, a mesma quietude.
As portas frias e os desejos incontidos que pairavam pelo ar... As conversas simples, filosóficas, os interesses e planos compartilhados diante de uma mesa cheia de livros e papéis. Palavras, frases, períodos soltos, sendo levados junto com a fumaça dos cigarros de bale, dançado, tomando formas.
Tudo despertava interesse. Ela escrevia pra ele, e ele lia para ela. A escrita cria laços e a curiosidade faz com eles se tornem cada vez mais fortes. Compartilhar textos é como compartilhar uma parte de você: da sua mente, da sua alma... Talvez seja por isso que escrever se torna tão envolvente: a escrita seduz. E conquista, muitas vezes.
Passavam dias assim. Na parte de cima da casa, entre as conversas mais elaboradas e as tolices daqueles dois jovens que ousam saber. E a cada descoberta, uma fascinação,a cada fascinação, novos sonhos criados.
-Quero ir à Paris, à Cuba, ao Chile!
-Quero terminar meu livro! Você será a primeira pessoas a lê-lo!
E assim seguia aquelas vidas apaixonadas: Sonhos, cigarros, letras e sorrisos.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Vermillion
http://www.youtube.com/watch?v=LvetJ9U_tVY
She seemed dressed in all of me
stretched across my shame
Caída no chão sem forças pra se levantar,
deixando que o vento a mova,
o corpo cansado, quase morto
all the torment and the pain
uma alma perdida no meio das folhas, dos cabelos, do balançar do vestido...
um corpo vazio,
a song no one sings
She's a myth that I have to believe in. All I need to make it real is one more reason
olhos borrados pelo choro,
o cansaço, a exaustão extrema.
A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this
nada para em sua mente e os pensamentos são vazios
chega de tentar levantar...
chega de tentar lutar
But I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me
até que o vento a leve para outro lugar...
She isn't real
I can't make her real...
(Música e referências: Vermillion, pt 2 - Slipknot)
She seemed dressed in all of me
stretched across my shame
Caída no chão sem forças pra se levantar,
deixando que o vento a mova,
o corpo cansado, quase morto
all the torment and the pain
uma alma perdida no meio das folhas, dos cabelos, do balançar do vestido...
um corpo vazio,
a song no one sings
She's a myth that I have to believe in. All I need to make it real is one more reason
olhos borrados pelo choro,
o cansaço, a exaustão extrema.
A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this
nada para em sua mente e os pensamentos são vazios
chega de tentar levantar...
chega de tentar lutar
But I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me
até que o vento a leve para outro lugar...
She isn't real
I can't make her real...
(Música e referências: Vermillion, pt 2 - Slipknot)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Nostalgia
Nostalgia também pode ser uma coisa boa, quem disse que não?
Esses dias eu peguei um caderno antigo que me lembrou você. Haha! Escritos impublicáveis, cartas que você escrevia pra mim sentada ao meu lado no cursinho, enquanto eu tentava prestar atenção na aula. Lembra disso?
Achei um código que você me mandou decifrar. Não consegui até hoje nem mesmo com ajuda, apesar de você insistir que era tão bobo e fácil de descobrir.
Te ensinei a escrever com a mão esquerda e você rabiscou a última folha inteira, com desenhos românticos embaixo de um texto triste que eu escrevi. Hahaha.
Baby, como você era insuportável! Tão insuportavelmente amável que não conseguia desviar os olhos das suas mãos, nem parar de desenhar flores no seu ombro, como se fosse tatuagem, nem nas aulas de matemática.
Não consigo escutar Los Hermanos e não lembrar de você. Do cd 4 que eu comprei pra você, mas que acabei abrindo por achar que nunca iria te entregar, e que foi trilha sonora de muitas conversar ao telefone... Mesmo que a voz não fosse sua. Conversas que sempre falavam de sentimentos fortes, e que muitas vezes falavam de você.
Los Hermanos é nostálgico por você e pelas conversas, que sinto saudades até hoje...
Olhando pra esse texto vejo essa realidade tão distante de mim, que parece que me perco de mim mesma...
Mas sei que ela está lá porque ainda sinto o cheiro. Doce. E ainda consigo escrever. Me sinto parte de mim de novo.
E me sinto feliz por guardar esses pequenos papéis. Pequenas provas de uma parte de mim que ainda me faz feliz. Que ainda me faço feliz...
mimimi on.
eu fico tão triste sem comentários... :'(
mimimi off.
Esses dias eu peguei um caderno antigo que me lembrou você. Haha! Escritos impublicáveis, cartas que você escrevia pra mim sentada ao meu lado no cursinho, enquanto eu tentava prestar atenção na aula. Lembra disso?
Achei um código que você me mandou decifrar. Não consegui até hoje nem mesmo com ajuda, apesar de você insistir que era tão bobo e fácil de descobrir.
Te ensinei a escrever com a mão esquerda e você rabiscou a última folha inteira, com desenhos românticos embaixo de um texto triste que eu escrevi. Hahaha.
Baby, como você era insuportável! Tão insuportavelmente amável que não conseguia desviar os olhos das suas mãos, nem parar de desenhar flores no seu ombro, como se fosse tatuagem, nem nas aulas de matemática.
Não consigo escutar Los Hermanos e não lembrar de você. Do cd 4 que eu comprei pra você, mas que acabei abrindo por achar que nunca iria te entregar, e que foi trilha sonora de muitas conversar ao telefone... Mesmo que a voz não fosse sua. Conversas que sempre falavam de sentimentos fortes, e que muitas vezes falavam de você.
Los Hermanos é nostálgico por você e pelas conversas, que sinto saudades até hoje...
Olhando pra esse texto vejo essa realidade tão distante de mim, que parece que me perco de mim mesma...
Mas sei que ela está lá porque ainda sinto o cheiro. Doce. E ainda consigo escrever. Me sinto parte de mim de novo.
E me sinto feliz por guardar esses pequenos papéis. Pequenas provas de uma parte de mim que ainda me faz feliz. Que ainda me faço feliz...
mimimi on.
eu fico tão triste sem comentários... :'(
mimimi off.
terça-feira, 16 de junho de 2009
And you bleed...
Céu nublado, vento forte, folhas amarelas caindo. Goo Goo Dolls ao fundo e uma tela de LCD 'a frente, ofuscando a visão de quem só queria que os olhos fossem menos sensíveis 'a luz.
Um cenário aversivo pra quem deveria estar estudando e não consegue tirar os olhos da tela. E não consegue ter outra expressão além de um frown.
Talvez chova hoje...
...just to know you're alive
domingo, 7 de junho de 2009
Já dizia Fernando Pessoa...
Eu não posso fechar meus olhos. Não posso dar as costas ‘as cores do nascer do sol, não posso dormir cedo até que leia todos os textos e contos e devaneios da internet. Não posso deixar o belo escapar dos meus olhos e não posso não querer tê-lo em minhas mãos.
Me chame de louca, de pretenciosa por querer tudo e querer saber de tudo, eu não me importo. Não me importo porque sei que não é verdade! Veja, não há prepotência ou arrogância quando uma criança se encanta pelo mar quando o vê pela primeira vez, solta das mãos dos pais e vai em direção ‘a ele. Há curiosidade! Beleza! Paixão!!
Quero sim. Quero ter tudo e todos. Quero pintar, quero escrever, quero sair correndo. Louca.
Mas quem foi que disse que não há sanidade na loucura?!
“Pensar é estar doente dos olhos“
Me chame de louca, de pretenciosa por querer tudo e querer saber de tudo, eu não me importo. Não me importo porque sei que não é verdade! Veja, não há prepotência ou arrogância quando uma criança se encanta pelo mar quando o vê pela primeira vez, solta das mãos dos pais e vai em direção ‘a ele. Há curiosidade! Beleza! Paixão!!
Quero sim. Quero ter tudo e todos. Quero pintar, quero escrever, quero sair correndo. Louca.
Mas quem foi que disse que não há sanidade na loucura?!
“Pensar é estar doente dos olhos“
sábado, 6 de junho de 2009
Caminhos
Eu.
Vestindo a minha calça rasgada, usando meus colares de semente e minhas pulseiras da feira da torre.
Passei meus dias esperando alguém, esperando quem pudesse me ouvir e, quem sabe entender pelo menos uma parte dessa minha vida louca. Dos meus amores fantasiosos, disfarçando dramas com comédias mal boladas. Nem sequer ensaiadas.
Procurei quem pudesse organizar a bagunça dos meus sentidos, dos meus armários, dos meus cabelos e do meu chão. Sem me dar conta de que ninguém pode resolver nada disso, a não ser essa pretenciosa escritora que vos fala.
Eu sei que a gente não caminha sozinho, que há sempre alguém pra te dizer coisas que você precisa ouvir pra ter coragem, pra te emprestar o mp3 quando você precisa ouvir sua música favorita, alguém pra chamar seu ônibus pra você quando está distraído, ou para te abrigar no guarda-chuva. Alguém pra te fazer ver o que você é. Um megafone pra sua voz interior.
Saí de lá com a sensação de estar sozinha, mas pela primeira vez, não me senti triste ou apreensiva por isto. Me senti livre. Como sempre busqueiestar ser.
A chuva pode ser péssima quando se tenta fugir dela, mas pode ser perfeita quando se dança cantando. "Sua cliente tá viajando na chuva, olha lá, de braço aberto... parece que tá muito bom".
Sou assim, com meus recortes e letras. Obrigada pelas descobertas.
=)
Vestindo a minha calça rasgada, usando meus colares de semente e minhas pulseiras da feira da torre.
Passei meus dias esperando alguém, esperando quem pudesse me ouvir e, quem sabe entender pelo menos uma parte dessa minha vida louca. Dos meus amores fantasiosos, disfarçando dramas com comédias mal boladas. Nem sequer ensaiadas.
Procurei quem pudesse organizar a bagunça dos meus sentidos, dos meus armários, dos meus cabelos e do meu chão. Sem me dar conta de que ninguém pode resolver nada disso, a não ser essa pretenciosa escritora que vos fala.
Eu sei que a gente não caminha sozinho, que há sempre alguém pra te dizer coisas que você precisa ouvir pra ter coragem, pra te emprestar o mp3 quando você precisa ouvir sua música favorita, alguém pra chamar seu ônibus pra você quando está distraído, ou para te abrigar no guarda-chuva. Alguém pra te fazer ver o que você é. Um megafone pra sua voz interior.
Saí de lá com a sensação de estar sozinha, mas pela primeira vez, não me senti triste ou apreensiva por isto. Me senti livre. Como sempre busquei
A chuva pode ser péssima quando se tenta fugir dela, mas pode ser perfeita quando se dança cantando. "Sua cliente tá viajando na chuva, olha lá, de braço aberto... parece que tá muito bom".
Sou assim, com meus recortes e letras. Obrigada pelas descobertas.
=)
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