Medo de olhar o espelho e ver minha imagem refletida.
Virtual e de mesmo tamanho, se o espelho for plano; virtual, direita e de menor tamanho, se o espelho for convexo; real, invertida e de mesmo tamanho, se for côncavo.
Imagens distorcidas, personagens falsos baseados no real. Tristes, torpes. Alegres, cretinos.
A luz batendo em mim e fotografando minhas outras simetrias das curvas do meu corpo cansado... Apenas traços que não querem dizer nada, mas que ao mesmo tempo significam tanto...
Cores, luzes, reflexos, magia inalcançável
Vejo meus demônios dentro da pupila dos meus olhos e meus deuses girando em torno de mim, me impedindo de cair nas minhas próprias armadilhas.
Sonhos irreais transformados em espectros sem tons. Sem cores. Sem luz.
Realidades duais, no preto e no branco, abrindo um ramo de possibilidades de queda e ascensão
Vejo nossas almas se transformarem nos suspeitos dos crimes perfeitos que nunca foram cometidos.
E sendo presos, castigados, humilhados.
A força do sol entrando pela janela, lembrando que chegou a hora de acordar para mais um dia.
E mais uma vez eu me encaro no espelho.
"Se tenho orgulho é de enfrentar meus demônios, pois assim sinto que meus deuses me guiam.
Se partir, que fique a lição, eu sou a mão e você, a metade. E o que resta do abismo é só...
Maldade!"
Dance of Days (ouçam!!http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=6635 )
terça-feira, 28 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Primeiro vêm os sorrisos, por último, o tiroteio.
A loucura do momento mais esperado correndo pela garganta. A tensão, o medo, o sentimento, o envolvimento, a entrega.
Muito rápido, perto do que sempre se esperou. Tempo que não se estima, que não se percebe... E que se sente passar a cada segundo, corroendo, deixando transparecer pelos braços trêmulos.
Dor. Saudade. Entrega.
Talvez nada disso defina. Não tem definição. Não se explica sequer uma fagulha do fogo que alastrou-se por cada passo. E tomou conta da vida, dos caminhos.
Os tristes pesares e todas as impossibilidades sincronizadas num único traço. De desespero. De dor. De alívio!
Alívio por querer. Querer, querer, querer. Sempre o querer que nos consome a cada dia, que provoca o choro, o grito, a ação, o movimento, o impulso.
Um único movimento.
E pronto!
O tiroteio.
"Primeiro vêm os sorrisos, depois as mentiras, por último, o tiroteio"
Stephen King - A Torre Negra
A loucura do momento mais esperado correndo pela garganta. A tensão, o medo, o sentimento, o envolvimento, a entrega.
Muito rápido, perto do que sempre se esperou. Tempo que não se estima, que não se percebe... E que se sente passar a cada segundo, corroendo, deixando transparecer pelos braços trêmulos.
Dor. Saudade. Entrega.
Talvez nada disso defina. Não tem definição. Não se explica sequer uma fagulha do fogo que alastrou-se por cada passo. E tomou conta da vida, dos caminhos.
Os tristes pesares e todas as impossibilidades sincronizadas num único traço. De desespero. De dor. De alívio!
Alívio por querer. Querer, querer, querer. Sempre o querer que nos consome a cada dia, que provoca o choro, o grito, a ação, o movimento, o impulso.
Um único movimento.
E pronto!
O tiroteio.
"Primeiro vêm os sorrisos, depois as mentiras, por último, o tiroteio"
Stephen King - A Torre Negra
segunda-feira, 13 de abril de 2009
5 minutos.
Posso sentar aqui, e esquecer de tudo, por um segundo?
Só 5 minutos, um café, um comentário sobre o livro que eu estou lendo e queria compartilhar com você.
Um texto, uma frase, um último trago no seu cigarro.
10h20, tenho que ir... não me esquece e me perdoa.
droga. lembrei de novo...
Só 5 minutos, um café, um comentário sobre o livro que eu estou lendo e queria compartilhar com você.
Um texto, uma frase, um último trago no seu cigarro.
10h20, tenho que ir... não me esquece e me perdoa.
droga. lembrei de novo...
domingo, 12 de abril de 2009
Disarm.
The killer in me, is the killer in you, my love...
acho que faz do amor ser assim.
retribuir, ainda que dor.
quero estar errada.
... I send this smile over you.
acho que faz do amor ser assim.
retribuir, ainda que dor.
quero estar errada.
... I send this smile over you.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
This time
A ferrugem ficou fixada dentro do seu olhar. O chão cheio de folhas, os escarros alheios, os blocos de concreto sem tinta, as telas "rasgadas" com seus soluços de dor e os vidros se quebrando por conta dos seus gritos de alegria.As cores do pôr-do-sol refletidas no chão e nas janelas dos prédios, que abrigam e aprisionam pessoas dentro de si mesmas.
O claro e o escuro brincando de ser triste ou feliz. Mas nenhum ganhou. Pois nem a luz nem a sombra verdadeiramente sabem o que é a alegria ou a tristeza. Eu não sei. Você não sabe.
Me atirei no chão e nos seus braços, na tentativa de ficar sob a penumbra daquele dia marcado. Mas não vi nada. Nem mesmo o vazio. Vazio era a única coisa que não podia sentir. Mas gritava, gritava dentro de mim pela vontade de viver e de trilhar novos rumos e por não conseguir enxergar além das janelas que refletiam a luz.
A luz que está lá mas não aquece. A mesma luz que estourou as minhas fotos da infância.
Mas desta vez eu estava lá, sozinha, com as minhas lembranças...
Foto: Juliana Sousa - http://www.flickr.com/photos/julianasousa
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Viagens
Já não há mais motivos para querer ficar, querer voltar, querer estar.
As distâncias são grandes, muito grandes. E as viagens são muito longas e cansativas. Não pensar por que querer ficar é quase como ignorar o percurso do tempo, que ele insiste em jogar na nossa cara, dando-nos tapas que doem. E que esses sim, permanecem.
Não adianta olhar para o retrovisor e ver uma bela cidade iluminada, querer ficar, e seguir em frente.
Vai, pára na esquina, acende seu cigarro de palha. E anda.
As distâncias são grandes, muito grandes. E as viagens são muito longas e cansativas. Não pensar por que querer ficar é quase como ignorar o percurso do tempo, que ele insiste em jogar na nossa cara, dando-nos tapas que doem. E que esses sim, permanecem.
Não adianta olhar para o retrovisor e ver uma bela cidade iluminada, querer ficar, e seguir em frente.
Vai, pára na esquina, acende seu cigarro de palha. E anda.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Castelos
Agora as lembranças dos dias de riso são tomadas pelo vazio dos dias sem calor, do escoar do tempo sob minhas mãos cansadas de tentar manter sozinha um império de sonhos construídos. Desmoronados.
Chances - perdidas
Palavras - não ditas
Cravadas. Marcadas.
Fere o corpo com suas próprias mãos. Deixa o sangue não parar de sangrar a sua vontade de ter feito simplesmente o que gostaria de fazer. De se entregar a um só amor capaz de mantê-lo são e inabalável.
Correntes - quebradas.
Portas - abertas.
E se estiverem fechadas, fuja pela janela. Pense que ao menos por uma vez nossas mentes estarão ligadas, a ponto de não esquecermos um do outro mesmo quando o corpo está longe. E estar longe mesmo estando perto.
Não, não quero que tentes perder-me de vista, não quero que fujas do seu próprio espírito, negando-me a toda e qualquer circunstância como Pedro negou a Cristo e se arrependeu depois.
Não quero que te arrependas. Quero que vivas. Com a vontade que ninguém nunca teve de recuperar as chances destroçadas, as palavras quebradas, desmoronar as portas fechadas e construir fortalezas não de sonhos, mas de realidades compartilhadas.
Quebre a culpa. O arrependimento. A dor. O desespero.
Enterre sua vontade mórbida de calar-se diante daqueles que não te compreendem. Tolos. Todos. Hipócritas.
Construa as verdades que quiser e grite-as a quem quiser ouvir.
Focos - atentos
Olhares - difusos
Vontades. Verdades.
Chances - perdidas
Palavras - não ditas
Cravadas. Marcadas.
Fere o corpo com suas próprias mãos. Deixa o sangue não parar de sangrar a sua vontade de ter feito simplesmente o que gostaria de fazer. De se entregar a um só amor capaz de mantê-lo são e inabalável.
Correntes - quebradas.
Portas - abertas.
E se estiverem fechadas, fuja pela janela. Pense que ao menos por uma vez nossas mentes estarão ligadas, a ponto de não esquecermos um do outro mesmo quando o corpo está longe. E estar longe mesmo estando perto.
Não, não quero que tentes perder-me de vista, não quero que fujas do seu próprio espírito, negando-me a toda e qualquer circunstância como Pedro negou a Cristo e se arrependeu depois.
Não quero que te arrependas. Quero que vivas. Com a vontade que ninguém nunca teve de recuperar as chances destroçadas, as palavras quebradas, desmoronar as portas fechadas e construir fortalezas não de sonhos, mas de realidades compartilhadas.
Quebre a culpa. O arrependimento. A dor. O desespero.
Enterre sua vontade mórbida de calar-se diante daqueles que não te compreendem. Tolos. Todos. Hipócritas.
Construa as verdades que quiser e grite-as a quem quiser ouvir.
Focos - atentos
Olhares - difusos
Vontades. Verdades.
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