domingo, 6 de setembro de 2009

Comunicado/Ciclos noturnos

Por hoje vou me guardar.
Vou guardar meus livros, meus cadernos, meus brincos espalhados pela casa, meus sapatos jogados na sala.
Hoje vou guardar minha mente, meu corpo, vou me despir de toda hipocrisia guardada em mim.
Vou sair sozinha e vou pro samba, vou me jogar, vou me acabar.

Não me espere pra jantar, não há melhor alimento que a minha paz.
Não espere seu celular tocar

Hoje a noite é só minha.
E eu serei só dela.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lamento

Não é saudade o que ela sentia... Era uma nostalgia... um lamento... uma constante insatisfação com o passado e uma grande apatia com o futuro.

Um medo, uma sombra.
É dificíl viver assim, porque por mais que a alegria do presente fosse grande, bastava só um olhar pra trás pra se ver caída, sem saída.

''Um descanso, por favor.''
Já não queria mais aquilo, um breve descanso já não mais a tranquilizaria.
Então pegou sua mochila, seu casaco e seu mp3.

Resolveu ir embora.

domingo, 30 de agosto de 2009

Devaneio

Se os sonhos emitem luz, a realidade os retém.
por isso eu ando nas núvens

(07/09/08)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Tatuagem

Ama, bebe e cala.
E fere todas as vontades.
Arranha o sentimento, cravando as unhas fundo, até sangrar.
Bebe teu sangue junto com tuas lágrimas e não se enalteça!

Cala por todas as vezes que a ausência permaneceu
E ama a cada segundo de migalhas, a cada passo dado sob o mesmo chão.
Dê a mão à sua solidão, apenas
Além dela, ninguém lhe seguirá

Feche os punhos, tranque a porta
Entre e beba seu cálice.

Os cortes saram.
O mais, é nada.


Referência:
"Circunda-te de rosas. Ama, bebe e cala. O mais é nada." Fernando Pessoa

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sonhos e cigarros. Letras e sorrisos.

Um livro, um cigarro e sorrisos no rosto.
Trechos recitados em voz alta, pra compartilhar a genialidade de quem escreveu palavras tão simples, tão coesas e tão impactantes. Fumaças compartilhadas, pra compartilhar o mesmo ar. O mesmo chão, as mesmas sensações, a mesma quietude.

As portas frias e os desejos incontidos que pairavam pelo ar... As conversas simples, filosóficas, os interesses e planos compartilhados diante de uma mesa cheia de livros e papéis. Palavras, frases, períodos soltos, sendo levados junto com a fumaça dos cigarros de bale, dançado, tomando formas.

Tudo despertava interesse. Ela escrevia pra ele, e ele lia para ela. A escrita cria laços e a curiosidade faz com eles se tornem cada vez mais fortes. Compartilhar textos é como compartilhar uma parte de você: da sua mente, da sua alma... Talvez seja por isso que escrever se torna tão envolvente: a escrita seduz. E conquista, muitas vezes.

Passavam dias assim. Na parte de cima da casa, entre as conversas mais elaboradas e as tolices daqueles dois jovens que ousam saber. E a cada descoberta, uma fascinação,a cada fascinação, novos sonhos criados.


-Quero ir à Paris, à Cuba, ao Chile!

-Quero terminar meu livro! Você será a primeira pessoas a lê-lo!


E assim seguia aquelas vidas apaixonadas: Sonhos, cigarros, letras e sorrisos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vermillion

http://www.youtube.com/watch?v=LvetJ9U_tVY

She seemed dressed in all of me
stretched across my shame


Caída no chão sem forças pra se levantar,
deixando que o vento a mova,
o corpo cansado, quase morto

all the torment and the pain

uma alma perdida no meio das folhas, dos cabelos, do balançar do vestido...
um corpo vazio,
a song no one sings

She's a myth that I have to believe in. All I need to make it real is one more reason


olhos borrados pelo choro,
o cansaço, a exaustão extrema.

A catch in my throat
Choke,
Torn into pieces
I won't, no
I don't want to be this


nada para em sua mente e os pensamentos são vazios
chega de tentar levantar...
chega de tentar lutar


But I won't let this build up inside of me
I won't let this build up inside of me

até que o vento a leve para outro lugar...

She isn't real
I can't make her real...



(Música e referências: Vermillion, pt 2 - Slipknot)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Nostalgia

Nostalgia também pode ser uma coisa boa, quem disse que não?
Esses dias eu peguei um caderno antigo que me lembrou você. Haha! Escritos impublicáveis, cartas que você escrevia pra mim sentada ao meu lado no cursinho, enquanto eu tentava prestar atenção na aula. Lembra disso?
Achei um código que você me mandou decifrar. Não consegui até hoje nem mesmo com ajuda, apesar de você insistir que era tão bobo e fácil de descobrir.
Te ensinei a escrever com a mão esquerda e você rabiscou a última folha inteira, com desenhos românticos embaixo de um texto triste que eu escrevi. Hahaha.
Baby, como você era insuportável! Tão insuportavelmente amável que não conseguia desviar os olhos das suas mãos, nem parar de desenhar flores no seu ombro, como se fosse tatuagem, nem nas aulas de matemática.
Não consigo escutar Los Hermanos e não lembrar de você. Do cd 4 que eu comprei pra você, mas que acabei abrindo por achar que nunca iria te entregar, e que foi trilha sonora de muitas conversar ao telefone... Mesmo que a voz não fosse sua. Conversas que sempre falavam de sentimentos fortes, e que muitas vezes falavam de você.

Los Hermanos é nostálgico por você e pelas conversas, que sinto saudades até hoje...
Olhando pra esse texto vejo essa realidade tão distante de mim, que parece que me perco de mim mesma...
Mas sei que ela está lá porque ainda sinto o cheiro. Doce. E ainda consigo escrever. Me sinto parte de mim de novo.
E me sinto feliz por guardar esses pequenos papéis. Pequenas provas de uma parte de mim que ainda me faz feliz. Que ainda me faço feliz...


mimimi on.
eu fico tão triste sem comentários... :'(
mimimi off.