sábado, 28 de junho de 2008

Paradoxos mentais

É estranho como a nossa mente parece um turbilhão, às vezes. Como aqui dentro somos carnaval e inferno ao mesmo tempo e na mesma proporção. Ao mesmo tempo que você diz "Você não vai conseguir, falta tanto, você não é capaz e nunca foi. A vida vai continuar igual.", você responde pra si mesmo: "não. Não é assim, eu vou ser o que eu quiser e não vou desistir por conta das minhas pressões, ou a de outras pessoas. A vida só não muda se eu não quiser."
Ao mesmo tempo que queremos pureza, queremos a maldade, a volúpia. Às vezes essas coisas se unem e formam um emaranhado de sentimentos e sensações indescritíveis...
Morre-se, vive-se, mata-se, dá-se à luz. Ao mesmo tempo.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Um cigarro a mais.

Não vai embora agora, espera mais um cigarro, dança mais uma música, deixa eu tocar pra você...

Você ta sempre com pressa, e no dia seguinte, nunca sei se vou te encontrar. Se vou te ver correndo pelas ruas do seu bairro de manhã, se virá até aqui, ou se eu vou pelo menos ouvir sua voz rouca ao telefone.

Você ta sempre indo e vindo... Vai e volta, no seu balanço infinito, no seu mundo que eu nem sei se faço parte ou não.

Mas fica, pelo menos dessa vez, nem que seja só esse cigarro, só essa música, só essa dança... Ou então até a próxima manhã, a próxima chuva, ou a próxima temporada.

Porque não me importa o tempo. Não importa se são anos ou só um cigarro... Eu só quero te ter por perto.


quinta-feira, 13 de março de 2008

Amor ardente.

Dor latente.

domingo, 2 de março de 2008

Simples e feliz

Eu quero músicas novas, livros novos, amigos, histórias, inspirações e aspirações novas. Quero sentir o cheiro do dia ao amanhecer, quero beijar a minha avó, quero me olhar no espelho e ver que cada parte de mim está viva, mas não intacta. Pelo contrário: quero ver todas as partículas e átomos do meu corpo se movimentarem, gerando energia dentro de mim. Quero construir um meu mundo, e quero fazê-lo girar pro lado contrário ao que todos giram.
Não vou construir castelos de areia nem de pedra - quero cidades de casinhas pequenas, simples e bonitas. Como as casas que desenhamos quando éramos crianças.
Falando nisso, também não quero ver as crianças correndo no quintal: quero ser uma dessas crianças. Daquelas que parecem que nunca vão dormir, que nunca vão chorar, que nunca vão parar de brincar, de sorrir e de correr sem se preocupar com o rumo.
Quero correr pro lado do jardim e do sol, e ao anoitecer, deitar em minha e viver um sono tranquilo, com sonhos bons, com cidades feitas de pequenas casinhas e crianças felizes correndo pelos quintais de flores.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Cansaço.

Ando cansada demais. Cansada de tentar, cansada pra desistir.
De pensar,de sentir...
Não quero mais coisas grandes, não quero mais mudar o mundo, nem minha própria vida.
Cansada demais pra tentar. Triste demais pra desistir.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

parte 2

Nós crescemos. Talvez não nos achamos mais nas letras e livros porque os personagens construídos não foram feitos para nós. Éramos e seremos ainda únicos, cada vez maiores, cada vez menores e mais aquém de um sonho espetacular. Porém, iremos mais além de qualquer nó-cego. Ficaremos a fitar os olhos coloridos, a escutar as músicas que cantávamos ao conversar e até se existir uma chance, publicaremos livros, revistas e cd's com as nossas almas estampadas na capa. Talvez alguém em algum dia, ache seu “eu”, dentro do nosso, para depois desfazer-se e perceber que a nossa grandeza é pequena demais e que o nosso tão recriminado nanismo, é na verdade um excesso de vontade.

Vontade essa que transbordará todas as vezes que nos sentirmos crianças em corpos grandes, ou adultos em corpos pequenos. Perceberemos cada vez mais que essa auto-crítica inversamente proporcional ao nosso ser é cada vez mais complexa, com grafos se formando e mantendo-nos sempre ligados a nós mesmo, em uma catarse de lembranças e emoções que, questionamos até podem ser naturais.

Questionar o tempo que passou por nós é inadequado. Questionaremos os nossos atos, que por serem incertos. Como o mormaço posto após a chuva que foi precedida por um vento cortante e mudou tudo de lugar, enquanto ficamos parados questionando movimentos e sopros dados na nossa própria direção. Quero te soprar a vontade que tenho de ver em olhos coloridos, rumos trilhados e cartas alegres de saudade. Não quero que o vento venha ou vá, quero que faça o que deve ser feito, pois não importa a força do vento, e sim a força que nos faz virar a cabeça para um fenômeno natural e escrever palavras cativantes, que motivem e façam surgir outras histórias de amigos que nunca se perderam. Interligados em pensamento ou atos, incertos, felizes e inquietos, seremos nós mesmos os nossos próprios nós.

By: Pablo Emílio - www.pabloemilio.com.br


parte 1

Eu não sei mais quem eu sou. Vejo minhas coisas, minhas letras e meus livros jogados e não me reconheço mais neles. Eu não sei porque mudei, se foi você que me fez mudar. Não interpreto como antes aquelas mesmas frases, olho minhas fotos de escola e vejo os meus amigos tão distantes deles mesmos... Até o meu sorriso que você tanto gostava mudou. Mas mesmo assim você o nota cada vez mais forte e sereno.

Me pergunto se mudei pelos outros ou por mim mesma. Se eles me moldaram ou se eu me modifiquei por que não cabia mais nas minhas roupas pequenas. Mas eu me sinto grande demais pro que eu era, e pequena demais pra quem eu quero ser.

Mas os teus olhos ainda brilham pra mim como nunca deixaram de brilhar e tua boca ainda me deseja como no primeiro instante, assim como a minha alma ainda quer a tua e minhas mãos ainda procuram teu rosto para beijá-lo.

O tempo foi e a gente ficou. Apesar de não estarmos inertes a ele, ele passou por nós como o vento que precede a chuva: fraco demais pra te derrubar, mas frio e cortante, o suficiente para te fazer movimentar os pés e te tirar do espaço que ocupava, sem se notar ou se importar se seus passos serão para frente ou para trás... Você se abala, e desvia-se.

Me pergunto se ele é tão forte assim e se todos mudaram de lugar como eu. Esse vento às vezes parece me perseguir, fazendo com que eu nunca pare, nunca me adeqúe a lugar algum. Não me deixa andar nem parar.

Penso se será sempre assim, ou se algum dia haverá algum arco-íris que se formará depois da chuva, quando o vento se acalmar.

Ou então se o vento um dia trará seus beijos de volta, se tua boca voltará a encontrar a minha alma e se ela voltará a fitar teus olhos negros. E se eles verão meu sorriso radiante ao te ver...

Se o vento então, voltar a soprar e nos levar pra outro lugar, longe ou perto de onde estivemos antes, se estaremos juntos pra ver o arco-íris se formar, longe da tempestade lá fora... Vendo o sol nascer e outro dia raiar, e outras letras a desenhar, outros livros a desvendar, outros amigos a se reencontrarem... E se seremos mesmos nós...

By: Claudia Bittencourt